Lews Hamilton


02/11/2008 – 23:40 (atualizada em 03/11/2008 00:03)

Hamilton entra para galeria dos grandes atletas negros

Campeão do Mundial da F-1, piloto se insere em lista de nomes pioneiros e dominantes

Da Redação

Lewis
Hamilton é o primeiro negro a conquistar um título na Fórmula 1, apenas
em sua segunda temporada na competição. É um feito que o coloca em uma
lista seleta de grandes vencedores e pioneiros do esporte. O Abril.com separou algumas dessas figuras históricas:

Anthony Nesty – Natação
(Trinidad & Tobago/Suriname, 25/11/1967)

Getty Images

Segundo
negro a conquistar uma medalha de ouro olímpica nas piscinas, em
Seul-1988, quando desbancou o então favorito Matt Biondi nos 100 m
borboleta. Passou, depois, três anos invicto nessa prova. Migrou para o
Suriname com a família em sua infância, onde treinou até a
adolescência. Chamou atenção em Los Angeles-1984, até ser recrutado por
um colégio nos Estados Unidos e se desenvolver na elite. Seu ouro na
Coréia do Sul foi um marco no país e sua silhueta estampou selos,
moedas e notas de dinheiro.

Arthur Ashe – Tênis
(EUA, 10/07/1943 – 06/02/1993)

Getty Images

O
tenista se tornou profissional em 1969, já com o primeiro de seus três
títulos de Grand Slam conquistado, e se aposentou em 1980, com as
condições físicas debilitadas devido a uma cirurgia de coração, com 33
troféus de simples e 18 de duplas.  Antes de se firmar no circuito,
teve de lidar com questões raciais em sua cidade natal – Richmond, na
Virgínia – até ser recrutado em 1963 pela UCLA, já com destaque na
revista Sports Illustrated, até se tornar o primeiro negro no time
norte-americano da Copa Davis, na mesma temporada.

Bill Russell – Basquete
(EUA, 12/02/1934)

Getty Images

Recordista
de títulos nas ligas profissionais norte-americanas em qualquer
esporte, com 11 anéis de campeão na NBA, todos pelo Boston Celtics. Ele
se firmou, no final da década de 50 até se aposentar como
atleta-técnico em 1969, como maior nome da história de uma franquia em
predomina a ascendência irlandesa.

 

Lidou
como racismo durante toda a juventude em Lousiana e também quando
jogador. Em 1958, em turnê promovida pela liga no país, teve sua
hospedagem recusada em hotel na Carolina do Norte. Envolveu-se com a
militância do movimento “Black Power”, apoiou publicamente a decisão de
Muhammad Ali de se negar a servir ao Exército, não era fã de
jornalistas e se isolou dos fãs e faltou às cerimônias de sua
aposentadoria e de indicação ao “Hall da Fama”.

Jesse Owens – Atletismo
(EUA, 12/09/1913 – 31/03/1980)

Getty Images

Na
Alemanha nazista, o atleta conquistou quatro medalhas de ouro nos Jogos
Olímpicos de Berlim-1936, soberano nos 100 e 200 m rasos, revezamento
4×100 m e salto em distância. Foi muito para teoria da superioridade
ariana.

Apesar do choque cultural, Owens afirma que foi bem
tratado na Alemanha, com autógrafos nas ruas, aclamação no Estádio
Olímpico e hospedado em hotéis normalmente – algo difícil nos Estados
Unidos à época. Por outro lado, não escondeu a mágoa pelo silêncio na
Casa Branca, em Washington, atacando Franklin D. Roosevelt, então
presidente. “Hitler não me esnobou, mas FDR, sim. O presidente não me
mandou nem um telegrama”, disse. Apenas em 1955 ele foi eleito
“Embaixador do Esporte” por Dwight Einsenhower.

Depois de anos
difíceis na infância no Alabama, James Cleveland se tornou Jesse em seu
colégio em Cleveland quando um técnico confundiu o sotaque ao ouvir as
iniciais “J.C.” (“jay-ci”).

Irmãs Williams – Tênis
(EUA, Venus – 17/06/1980; Serena – 26/09/1981)

Getty Images

Juntas,
as irmãs somam 16 títulos de Grand Slams em chaves de simples, além dos
sete que conquistaram em conjunto nas duplas, como duas forças
dominantes no circuito no início da década.

A
conquista títulos e decisões e a alternância de títulos entre as duas
foram tão regulares que os bastidores da modalidade levantaram suspeita
sobre manipulação de resultados entre elas que seria promovida pelo pai
Richard, sempre presente aos eventos.  Depois do acúmulo de lesões e
perda de rendimento, recuperaram na última temporada a melhor forma e
passaram a competir por grandes torneios.

Michael Jordan – Basquete
(EUA, 17/03/1963)

AFP

As
jogadas acrobáticas e os feitos históricos do ala-armador ajudaram a
espalhar o marketing da NBA pelo mundo, em expansão coroada pela
conquista do ouro olímpico em Barcelona-1992, na formação do “Dream
Team”. A rede “ESPN” e seu fornecedor de material esportivo também
atingiram o globo.

Ganhou seis títulos pelo Chicago Bulls, em
dois tricampeonatos intercalados por sua primeira aposentadoria do
esporte – um gesto que se repetiria ainda duas vezes, com a terceira
sendo a definitiva, vestindo a camisa do Washington Wizards.

Hoje
busca sucesso fora de quadra, como dirigente do Charlotte Bobcats, sem
muito sucesso, enquanto a liga ainda busca seu “próximo Jordan”.

Muhammad Ali – Boxe
(EUA, 17/01/1942)

AFP

Três
vezes campeão do mundo nos pesos pesados e um mito cultural
norte-americano, foi eleito o esportista do século em 1999 pela revista
“Sports Illustrated” e pela rede britânica “BBC”.

Além do
desempenho marcante nos ringues, Ali (ex-Classius Clay) é reconhecido
pelo humor e táticas de marketing, o eloqüente discursos para promover
lutas e sua recusa em servir ao Exército norte-americano na Guerra do
Vietnã. A atitude resultou na suspensão de sua licença de pugilista no
país, em 1967, e o caso foi levado à Suprema Corte, já com apoio da
opinião pública ao seu lado. Em 1970, voltou a lutar.

Vieram
a “Luta do Século”, contra Joe Frazier em Nova York, a “Rumble in the
Jungle” contra George Foreman, no Zaire, e a “Thrilla in Manila”,
novamente contra Frazier nas Filipinas. Foi destronado apenas em 1978,
por Leon Spinks, já bem distante do auge. Na década de 80, aposentado,
passou a sofrer com o mal de Parkinson.

Pelé – Futebol
(Brasil, 23/10/1940)

AFP

O
“Rei do Futebol” é uma das figuras mais populares do mundo, com os
tricampeonato mundial conquistado com a seleção brasileira, o bi
mundial pelo Santos e uma série de gols que arrebatou fãs pelo globo.
Seja pela seleção ou pelo Santos, sua presença em campo foi um fator
extraordinário na década de 1960. Em 67, por exemplo, um amistoso do
clube paulista em Lagos interrompeu a guerra civil no país, com as duas
facções rivais negociando um cessar-fogo.

Ainda hoje, atua como
garoto-propaganda de multinacionais, depois de ter sido ministro do
Esporte e colaborado na lei que leva seu nome, a “Lei Pelé”, alvo de
controvérsia no futebol nacional.

Tiger Woods – Golfe
(EUA, 30/12/1975)

Getty Images

Um
dos maiores nomes da história do golfe e ainda em atividade como número
um do mundo, foi o atleta mais bem pago de 2007, com ganhos de cerca de
US$ 122 milhões em prêmios e patrocínio.

Sua ascensão no
circuito deu grande impulso à exposição e popularidade da modalidade
nos Estados Unidos. Woods é filho de pais com ascendência bem
diversificada: há traços tailandeses, holandeses, afro-americanos,
americanos nativos e até chineses em sua família. Hoje é budista e
casada com uma modelo sueca.

Criança-prodígio, começou no esporte aos dois anos, com aparições nas TVs e revistas nacionais.

 

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