Falando sobre emoções no trabalho


    As emoções fazem parte da sua vida

Patrícia Bispo

Patrícia Bispo
Formada
em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo, pela Universidade
Católica de Pernambuco/Unicap. Atuou durante dez anos em Assessoria
Política, especificamente na Câmara Municipal do Recife e na Assembléia
Legislativa do Estado de Pernambuco. Atualmente, trabalha na
Atodigital.com, sendo jornalista responsável pelos sites:
http://www.rh.com.br, http://www.portodegalinhas.com.br e http://www.guiatamandare.com.br.

+ textos de Patrícia Bispo

O
mercado passou por várias mudanças significativas e continua em
constante processo de transformações. Dentro dessa realidade estimulada
pela Globalização, as pessoas sentem a necessidade de acompanhar tudo o
que acontece, pois hoje não são apenas as competências técnicas que
fazem os profissionais destacarem-se e fortalecer a empregabilidade.
Hoje, tornou-se fundamental investir na Inteligência Emocional, pois
essa influencia diretamente o desempenho do indivíduo, sua capacidade
de lidar com situações inesperadas e até mesmo com conflitos que surgem
no dia-a-dia, inclusive no ambiente corporativo.
“Um indivíduo
emocionalmente inteligente consegue mobilizar suas emoções
estrategicamente para alcançar suas metas. Para isso, ele consegue
reconhecer, aceitar, escolher e gerenciar o que sente durante as mais
diversas situações”. Essa afirmação é feita por Carlos Cruz – consultor
que atua como coach executivo e de equipes, conferencista em
desenvolvimento humano e diretor da UP Treinamentos & Consultoria.
Em entrevista ao RH.com.br, ele destaque que é preciso buscar a
harmonia e quanto mais a razão o indivíduo trabalha com a emoção, mais
força e potencial ele terá. Confira a entrevista na íntegra e faça uma
auto-avaliação sobre suas próprias emoções. Boa leitura!

RH.COM.BR – Hoje, é fácil observar que os critérios
para contratar um profissional não são restritos apenas ao conhecimento
técnico. As emoções aparecem entre as competências mais cobiçadas pelas
organizações?
Carlos Cruz – A Inteligência
Emocional, sem sombra de dúvidas, é pré-requisito para um profissional
destacar-se em um cenário cada vez mais competitivo e, assim, conseguir
uma boa oportunidade de trabalho, uma promoção ou até mesmo para quem
deseja montar o seu próprio negócio. Imagine um goleiro que vai
defender um pênalti sem um dos braços. Impossível, não é? O mesmo
aconteceria com uma pessoa que eliminasse a razão ou a emoção de seu
dia-a-dia. A ciência comprova que os sentimentos e as emoções
interferem diretamente no modo como o indivíduo raciocina e seleciona
as respostas para seus problemas, processo conhecido como tomada de
decisão. Hoje, as organizações necessitam de profissionais que tomem
decisões com foco em resultados a curto, médio e longo prazo, com
consciência humana e social.

RH – Está difícil encontrar profissionais que saibam "controlar" suas emoções no dia-a-dia organizacional?
Carlos Cruz – O
mercado está repleto de profissionais emocionalmente inteligentes que,
geralmente, estão empregados ou são donos do próprio negócio. O maior
desafio não está em encontrá-los, mas em atrair e retê-los nas
organizações. Para isso, é imprescindível instalar sistemas que tratem
os colaboradores como um verdadeiro investimento e não como despesa,
mudando radicalmente a mentalidade dos líderes empresariais. Com isso,
as empresas que buscam sustentabilidade no mercado investem cada vez
mais em remuneração, benefícios, treinamentos, possibilidades de
ascensão, ambiente favorável ao desenvolvimento humano e profissional,
excelentes condições de trabalho, feedbacks constantes, transparência na comunicação, envolvimento da equipe em decisões importantes e muito mais.

RH – O que significa controlar as emoções no ambiente de trabalho?
Carlos Cruz – Significa
administrar os impulsos para não explodir e depois se arrepender, ter a
capacidade de se adaptar às mais diversas situações para alcançar um
objetivo. Além disso, é preciso ter flexibilidade e foco em momentos de
pressão.

RH – O estímulo à inteligência emocional pode, de alguma forma, inibir a personalidade do profissional?
Carlos Cruz – A
personalidade do profissional é tudo aquilo que distingue o indivíduo
dos demais, ou seja, o conjunto de características psicológicas que
determinam a sua individualidade pessoal e social. Sendo assim, a
inteligência emocional pode, ao contrário de inibir, potencializar as
possibilidades de um profissional ter mais sucesso na liderança de uma
equipe, na administração de um conflito e no gerenciamento de uma
crise, por exemplo. Quanto mais um indivíduo conhece as suas emoções e
as mobiliza para alcançar seus objetivos, maiores serão suas
probabilidades de alcançar a auto-realização.

RH – Quais as principais características de uma pessoa emocionalmente inteligente?
Carlos Cruz – Ser sincera consigo mesma para avaliar as suas habilidade de maneira verdadeira, abrindo-se para feedbacks,
para reconhecer como as suas emoções afetam seu desempenho e a ligação
entre o que pensa, sente e sua maneira de agir. É fundamental ter um
propósito, um motivo para agir. Estar pronto para agarrar as
oportunidades, superar os obstáculos e aprender com eles para seguir em
frente, atuar com base na liderança situacional, gerenciar conflitos,
colaborar e trabalhar em equipe, construir alianças e desenvolver
outras pessoas também são características de uma pessoa emocionalmente
inteligente.

RH – Um funcionário com a capacidade de controlar as emoções sempre se destaca em relação aos seus pares?
Carlos Cruz – Não
é uma regra que ele sempre se destaque, mas, com certeza as
possibilidades são muito maiores. Quando um indivíduo emprega não
apenas a razão, mas também as suas emoções, sua inteligência emocional
o capacita a encontrar centenas de possíveis opções em segundos para
chegar à melhor solução, ao invés de horas.

RH – Quais os benefícios que o estímulo à Inteligência Emocional traz às empresas e aos profissionais?
Carlos Cruz – Os
profissionais que são estimulados a desenvolver a inteligência
emocional tornam-se mais vivos e autênticos, fortalecem e aceleram o
raciocínio, geram confiança e união com a equipe, fornecem informações
vitais e feedbacks constantes. São mais criativos e inovam
com mais facilidade, geram influência sem prepotência, são mais
motivados, estimulam o aprendizado e, assim, contribuem com o aumento
da produtividade de suas equipes e, direta ou indiretamente, impactam
positivamente nos resultados organizacionais.

RH – De que maneira a Inteligência Emocional pode ser desenvolvida na prática?
Carlos Cruz – A
Inteligência Emocional pode ser desenvolvida por meio de trabalhos que
envolvem algumas competências do indivíduo, ou seja, características
mensuráveis que diferenciam o nível de desempenho de uma pessoa em
determinada situação. A regra básica é: se você quer desenvolver a
Inteligência Emocional, comece investindo no autoconhecimento e no
autodesenvolvimento.

RH – Quais as áreas do comportamento humano devem ser trabalhadas, para que o indivíduo desenvolva a Inteligência Emocional?
Carlos Cruz – Durante os trabalhos de coaching, procuro me basear no modelo criado por Daniel Goleman e Richard Boyatzis. Por isso, costumo trabalhar cinco áreas distintas:
Eu me conheço – É
a área do autoconhecimento, a sinceridade que cada um tem consigo mesmo
para avaliar as suas habilidades de maneira verdadeira, abrindo-se para
feedbacks, para reconhecer como as suas emoções afetam seu
desempenho e a ligação entre o que pensa, sente e sua maneira de agir.
Pare alguns minutos antes de enfrentar um desafio que gere alguma
tensão emocional e pergunte-se: qual é a emoção que estou sentindo
neste momento? Como eu posso pensar e agir diferente nesta situação?
Eu me gerencio – Aqui
busco trabalhar o autocontrole, que permite a pessoa pensar antes de
agir, conseguindo, assim, administrar seus impulsos para não explodir e
depois se arrepender. Ter a capacidade de se adaptar às situações para
alcançar um objetivo, além de flexibilidade e foco em momentos de
pressão são exercícios do autogerenciamento. Tenha sempre um objetivo
em mente e pense quais seriam os passos para alcançá-lo. Pergunte-se
freqüentemente: qual o comportamento construtivo posso ter agora para
alcançar meu objetivo?
Motivação – Os indivíduos
têm um propósito, um motivo para agir. Estar pronto para agarrar as
oportunidades, superar os obstáculos e aprender com eles para seguir em
frente é muito importante. Saiba que o fracasso é um julgamento em
curto prazo e trabalhe constante e incessantemente em busca de
resultados positivos. Mobilize pessoas para alcançar a realização. Uma
pessoa motivada é sinal de iniciativa e persistência. Reflita: suas
decisões são motivadas pelo medo de perder ou pela esperança de ganhar?
O que você precisa fazer para alcançar seu objetivo?
Eu conheço os outros – Aqui
peço para as pessoas olharem para suas equipes e para as pessoas ao seu
redor. É preciso mostrar sensibilidade à perspectiva alheia, buscar
maneiras de conquistar a confiança e aumentar o nível de satisfação dos
outros. Enxergar as diferenças como oportunidades de desenvolvimento
faz toda a diferença. Nesta área avalia-se a capacidade de se colocar
no lugar do outro, compreendê-lo e entender verdadeiramente o que se
passa com ele. Faça uma lista das qualidades, talentos e dificuldades
das pessoas ao seu redor. Identificar as pessoas que têm poder e
influência nos relacionamentos com a sua equipe pode ajudar no seu
próprio posicionamento. Pense também nas idéias pré-concebidas que você
tem do seu chefe, clientes e liderados.
Eu gerencio os outros – Aqui
exercitamos a liderança situacional, gerenciamos conflitos, colaboramos
e trabalhamos em equipe, construímos alianças e desenvolvemos os
outros. Nesta área pode-se observar a capacidade de lidar com pessoas
difíceis. Desafiar o status quo, ou seja, a maneira como as
coisas são é uma forma de avaliar como você gerencia os outros.
Aproveite para refletir sobre algo importante que deseja comunicar e se
pergunte: o que é mais importante nesta mensagem para mim? E para os
outros? Pense, ainda, se existe uma melhor maneira de dizer o que
deseja.

RH – Como a área de Recursos Humanos pode colaborar para o desenvolvimento da Inteligência Emocional?
Carlos Cruz – Contratando
profissionais especializados em desenvolvimento humano, como eu
(risos). Como segunda opção, sugiro que o profissional de Recursos
Humanos comece um trabalho consigo mesmo, depois envolva toda a sua
área, os líderes e, por último, toda a organização. Faça isso por meio
do diálogo de desenvolvimento, conscientizando todos os colaboradores
do que vem a ser uma pessoa emocionalmente inteligente, como ela age e
os benefícios que esse aprendizado traz para a vida de maneira geral.
Estimule os indivíduos a criarem planos de ação e trabalhe com as cinco
áreas que citei.

RH – Uma vez que desenvolve a sua Inteligência Emocional, a pessoa pode utilizá-la também na vida pessoal?
Carlos Cruz – Uma
vez desenvolvida a Inteligência Emocional ela pode ser utilizada em
qualquer área da vida, em qualquer lugar e em todos os momentos.
Costumo dizer a seguinte frase: cuide das suas emoções, dos seus
pensamentos e, principalmente do seu corpo, pois ele é a casa onde você
mora.

fonte:rh.com.br

Um dos
maiores comentários que costumamos ouvir em relação ao trabalho é que o
temperamento de uma pessoa pode atrapalhar a sua carreira na empresa
mesmo que ela tenha um ótimo desempenho e profissionalidade,achei
interessante esta entrevista e foi por este motivo que eu quis compartilhá-la neste espaço,espero que você a tenha apreciado tanto quanto eu!

Claudia

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