Livros infantis em Tecido


1/12/2009

22h13

Confira os livros que deram o falar nesta semana

SÉRGIO RIPARDO
colaboração para a Livraria da Folha

Quem se importa com a notícia de que uma escola pública jogou livros no lixo, como ocorreu
nesta semana em Bauru (SP)? Talvez os estudantes que gostam de ler e
não possuem dinheiro para adquirir suas obras preferidas. Talvez um ou
outro jornalista indignado com o retrato desanimador da leitura no
país, como foi o caso do fotógrafo que flagrou clássicos juvenis como "A Escola dos Robinsons", de Júlio Verne, na caçamba do entulho.

Quem se importa com a notícia de que a segunda maior biblioteca pública do país (a Mário de Andrade, em São Paulo) está fechada
para o público há mais de dois anos, após atrasos sucessivos no
calendário da reforma? Talvez os pesquisadores que precisam ir a outras
cidades para consultar obras de referência. Talvez quem prefira ser
poliana e se console "ah, pelo menos, o lugar está sendo reformado".
Talvez empreiteiros chineses, acostumados a erguer arranha-céus em
ritmo tão rápido, curiosos para saber por que se demora tanto tempo
para consertar as coisas no Brasil.

Mas como não ficar triste lendo notícias assim? Fuja para os livros infantis em tecido, que desembarcaram na Livraria da Folha, abrindo a hora do recreio na redação, nesta semana de dilúvio em São Paulo.

Sérgio Ripardo
"Carneirinho, Carneirão" (em cima) e "Meus Carinhos", feitos na China, chegam ao Brasil pela editora Moderna
"Carneirinho, Carneirão" (em cima) e "Meus Carinhos", feitos na China, chegam ao Brasil pela editora Moderna

É impossível um adulto ficar indiferente a "Carneirinho, Carneirão",
indicado para crianças a partir de 12 meses. É um livro-travesseiro em
forma de carneirinho. Levantando as perninhas, encontram-se as "folhas"
em tecido macio com ilustrações e texto, contando a história da ovelha
triste e solitária Lolly, que pede um amigo a uma estrela do céu.

O livro de pano, "publicado" aqui no Brasil pela editora Moderna,
foi criado na Noruega pela editora Rettore, com o objetivo de estimular
a imaginação dos bebês e, claro, acostumá-los desde cedo à leitura. Se "Carneirinho, Carneirão" estivesse naquela escola pública de Bauru, correria o risco de ser queimado ou usado como pano de prato?

Detalhe: os livros educativos em tecido que chegam ao Brasil são feitos
na China, país famoso por explorar a mão-de-obra infantil (quem se
importa?). Não é o caso de "Carneirinho, Carneirão". Felizmente.

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